Moção Setorial - Sucesso Educativo ao alcance de todos
Reconhecida por todos como uma das principais áreas de atuação política e ideológica da Juventude Socialista, a Educação está cada vez mais na linha da frente no combate às desigualdades sociais.
A educação representa um dos maiores desafios que Portugal enfrenta, sobretudo neste tempo difícil que atravessamos e em que é necessário preparar uma resposta forte e robusta para o futuro. Apenas e só com uma aposta clara e assumida por todos, na área da educação e ciência é que poderemos apontar ao desenvolvimento social e económico da nossa sociedade.
Reconhecemos que o anterior Governo fez um esforço considerável em matéria de combate ao insucesso escolar, nomeadamente com a implementação do Plano Nacional de Promoção do Sucesso Educativo e com vários projetos piloto pelo país, no entanto, consideramos da mais elementar pertinência a concretização de um plano nacional de não-retenção, que não deverá ficar esquecido nem na gaveta por motivos que a pandemia possam justificar.
Uma educação de qualidade e onde o sucesso esteja ao alcance de todos é uma das pedras basilares do nosso sistema educativo, e a Juventude Socialista pautar-se-á pelo trilhar desse caminho, sobretudo pelo papel preponderante na redução das desigualdades sociais, que a educação assume.
As taxas de retenção em Portugal são mesmo muito preocupantes. Estamos no pódio dos países da OCDE com piores taxas de retenção. Para termos uma ideia mais concreta, mais de 30% dos alunos com 15 anos já reprovaram uma ou mais vezes ao longo do percurso escolar.
No nosso 1º ciclo, mais de 15% dos alunos reprovam enquanto nos países da OCDE essa taxa anda na ordem dos 5%, e se olharmos para os alunos que reprovam mais do que uma vez nesse mesmo ciclo de estudos, enquanto nos países da OCDE essa taxa não chega aos 1%, em Portugal é superior a 5%.
Naturalmente que são vários os fatores que contribuem para o sucesso escolar, como o contexto socioeconómico em que o aluno se enquadra, o contexto da comunidade educativa, o papel do professor, a escolaridade dos pais entre outros fatores.
Ao longo da nossa democracia, muitas foram as medidas adotadas, depois da Lei de Bases do Sistema Educativo, para que o sucesso educativo fosse uma realidade. A verdade é que ter-se-á atingido o limite de eficácia das medidas que se poderiam adotar centralmente.
No entanto, está ainda muito enraizada uma dicotomia na nossa sociedade, relativamente às retenções escolares: chumbar ou passar sem saber. Mas não é disso que se trata!
Para evitar as retenções, não se tratará apensas de implementar a passagem administrativa, que será também de evitar, assim, somos favoráveis a:
-Mais momentos de diagnóstico de dificuldades dos alunos;
A educação representa um dos maiores desafios que Portugal enfrenta, sobretudo neste tempo difícil que atravessamos e em que é necessário preparar uma resposta forte e robusta para o futuro. Apenas e só com uma aposta clara e assumida por todos, na área da educação e ciência é que poderemos apontar ao desenvolvimento social e económico da nossa sociedade.
Reconhecemos que o anterior Governo fez um esforço considerável em matéria de combate ao insucesso escolar, nomeadamente com a implementação do Plano Nacional de Promoção do Sucesso Educativo e com vários projetos piloto pelo país, no entanto, consideramos da mais elementar pertinência a concretização de um plano nacional de não-retenção, que não deverá ficar esquecido nem na gaveta por motivos que a pandemia possam justificar.
Uma educação de qualidade e onde o sucesso esteja ao alcance de todos é uma das pedras basilares do nosso sistema educativo, e a Juventude Socialista pautar-se-á pelo trilhar desse caminho, sobretudo pelo papel preponderante na redução das desigualdades sociais, que a educação assume.
As taxas de retenção em Portugal são mesmo muito preocupantes. Estamos no pódio dos países da OCDE com piores taxas de retenção. Para termos uma ideia mais concreta, mais de 30% dos alunos com 15 anos já reprovaram uma ou mais vezes ao longo do percurso escolar.
No nosso 1º ciclo, mais de 15% dos alunos reprovam enquanto nos países da OCDE essa taxa anda na ordem dos 5%, e se olharmos para os alunos que reprovam mais do que uma vez nesse mesmo ciclo de estudos, enquanto nos países da OCDE essa taxa não chega aos 1%, em Portugal é superior a 5%.
Naturalmente que são vários os fatores que contribuem para o sucesso escolar, como o contexto socioeconómico em que o aluno se enquadra, o contexto da comunidade educativa, o papel do professor, a escolaridade dos pais entre outros fatores.
Ao longo da nossa democracia, muitas foram as medidas adotadas, depois da Lei de Bases do Sistema Educativo, para que o sucesso educativo fosse uma realidade. A verdade é que ter-se-á atingido o limite de eficácia das medidas que se poderiam adotar centralmente.
No entanto, está ainda muito enraizada uma dicotomia na nossa sociedade, relativamente às retenções escolares: chumbar ou passar sem saber. Mas não é disso que se trata!
Para evitar as retenções, não se tratará apensas de implementar a passagem administrativa, que será também de evitar, assim, somos favoráveis a:
-Mais momentos de diagnóstico de dificuldades dos alunos;
-Diagnósticos em vários momentos do ano letivo, logo desde o início do ano e não apenas no final de cada período co calendário escolar;
-Considerar outros elementos de avaliação que não apenas as notas nas avaliações por testes;
-Elaboração de planos de recuperação dos alunos com dificuldades ao longo do ano letivo;
-Possibilidade de o aluno usufruir de um período pós-calendário escolar para recuperação das matérias que demonstrou maior dificuldade;
São vários os estudos de sugerem que a retenção de um aluno condiciona negativamente o seu futuro social e profissional. A propensão para problemas como a violência, crime, consumo de drogas e tabagismo, desemprego ou baixo nível salarial é maior em pessoas que tenham retenções no seu currículo académico.
Esta é uma realidade que temos o dever de assumir e combater a desinformação, quebrando mitos e implementando as medidas necessária para assegurar que todos os alunos, seja qual for a sua condição social ou contexto familiar, tenha a oportunidade de atingir o sucesso educativo que está consagrado na nossa constituição.
Posto isto, e atendendo também ao elencar de medidas acima enumeradas, somos favoráveis a que, ainda na presente legislatura, seja implementado o plano não retenção, assente em projetos piloto já desenvolvidos e que mostraram ser possível uma escola pública que promova o sucesso educativo para todos os alunos, sem que nenhum aluno fique para trás nem que nenhum aluno passe de ano sem saber.
Com os benefícios económicos daí subjacentes, propomos o alargamento da rede pré-escolar pública.
-Considerar outros elementos de avaliação que não apenas as notas nas avaliações por testes;
-Elaboração de planos de recuperação dos alunos com dificuldades ao longo do ano letivo;
-Possibilidade de o aluno usufruir de um período pós-calendário escolar para recuperação das matérias que demonstrou maior dificuldade;
São vários os estudos de sugerem que a retenção de um aluno condiciona negativamente o seu futuro social e profissional. A propensão para problemas como a violência, crime, consumo de drogas e tabagismo, desemprego ou baixo nível salarial é maior em pessoas que tenham retenções no seu currículo académico.
Esta é uma realidade que temos o dever de assumir e combater a desinformação, quebrando mitos e implementando as medidas necessária para assegurar que todos os alunos, seja qual for a sua condição social ou contexto familiar, tenha a oportunidade de atingir o sucesso educativo que está consagrado na nossa constituição.
Posto isto, e atendendo também ao elencar de medidas acima enumeradas, somos favoráveis a que, ainda na presente legislatura, seja implementado o plano não retenção, assente em projetos piloto já desenvolvidos e que mostraram ser possível uma escola pública que promova o sucesso educativo para todos os alunos, sem que nenhum aluno fique para trás nem que nenhum aluno passe de ano sem saber.
Com os benefícios económicos daí subjacentes, propomos o alargamento da rede pré-escolar pública.
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